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Qual o Sabor do seu Ovo Frito ? 
(por João Carlos Rego)

“Uma coisa é você comer ovo frito por opção; outra coisa é você comer ovo frito por obrigação. O sabor é completamente diferente.”
Marfisa Maciel de Rego

           A frase acima é de autoria de minha cunhada Marfisa. Ela pode falar de cátedra disso, pois emigrou muito jovem para os Estados Unidos e lá batalhou muito até conseguir a condição que hoje ostenta. Durante bom tempo, comeu ovo por obrigação e, hoje, quando quer, come o mesmo ovo, porém, por opção.
           Esta frase me vem à mente sempre que me deparo com a natural resistência das pessoas às mudanças. Mudar ou ser mudado. Mudar por opção, ou por obrigação. Tal qual na história do ovo frito, o sabor é completamente diferente.
           A mudança por obrigação muitas vezes deixa grandes seqüelas, tanto nas pessoas, quanto no ambiente. A mudança por obrigação pode decorrer de um desconhecimento inicial sobre a situação, da falta de iniciativa em buscar as informações necessárias ou, ainda, da falta de vontade de analisar os “sinais” que o mercado, os analistas, as pessoas e o mundo nos mandam. Parece ser uma tentativa desesperada de negar o status quo, de manter-se numa posição de conforto: “Deixem-me aqui no meu cantinho, por favor...” Muitas vezes, quando se dão conta, não existe nem mais “o cantinho”.
           Já ser um agente de mudança também implica riscos, mas, via de regra, é bem melhor ser agente do que paciente, mesmo que o reconhecimento demore a acontecer.
           Querem alguns exemplos ?

1. Walt Disney foi demitido de seu primeiro emprego sob a alegação de que (pasmem!) “não era criativo e não sabia lidar com novas idéias”. E, antes de consolidar-se profissionalmente, foi à falência várias vezes.

2. Abrahm Lincoln fracassou nos negócios e passou 30 anos perdendo eleições até ser eleito presidente dos Estados Unidos em 1860. Alguém se lembra dos nomes dos candidatos para os quais ele perdeu?

3. Luís Inácio Lula da Silva foi retirante nordestino, passou fome, foi metalúrgico, sindicalista, apanhou da polícia, foi preso, perdeu várias eleições até tornar-se o atual Presidente do Brasil.

4. Antes de ter seu livro “Fernão Capelo Gaivota” publicado, o escritor Richard Bach teve os originais de sua obra recusados por nada mais, nada menos, do que 18 editores. Seu livro está incluído entre os mais lidos do mundo.

           Antes de se transformarem em agentes de mudança, Disney, Lincoln, Lula e Richard devem ter, inúmeras vezes, “comido muito ovo frito por obrigação”, ou seja, devem ter sido pacientes das profundas transformações porque o mundo passou.
           O que os diferencia é o sonho, é a persistência, é a obstinação. De tanto lutarem por seus sonhos e seus ideais, acabaram se tornando grandes agentes de mudanças, vanguardistas e, por que não dizer, fontes de inspiração.
           Na vida, temos três posições em relação à poeira:

1. Ou você simplesmente “assiste à poeira” e fica numa posição totalmente passiva em relação ao seu trabalho e à sua vida, vendo o passar dos dias de forma omissa e tediosa;

2. Ou você tenta, erra, cai, levanta, vai à luta, cria, inova, persevera, ou seja, torna-se um agente de mudanças, um visionário, um revolucionário e vai lá na frente “fazendo a poeira”;

3. Ou você se acomoda totalmente com as situações e fica lá atrás, “comendo a poeira” e, ainda por cima, com aquela clássica pose de invejoso que tudo sabe. “Eu não disse! Eu sabia! Pura sorte! Deve estar roubando! Queria ter o padrinho dele...”

           O mundo todo está sendo reinventado. Passamos pelas mais profundas e mais rápidas transformações da história. E o conhecimento e a informação são as ferramentas básicas dos agentes da mudança.
           Todos nós iremos comer “esse ovo frito”, uns por obrigação, outros por opção. Desta forma, para que nos tornemos agentes de mudanças, é importante que saibamos o que fazer com o conhecimento e com as informações, para, com isto, tomar algumas atitudes fundamentais. Vejam algumas delas:

• Despir-se da arrogância e da vaidade, aprender a desaprender o que não é mais útil e desenvolver novamente a capacidade de aprender a aprender;
• Buscar prazer, satisfação e felicidade em nossa atividade profissional, para, assim, poder prestar um serviço de qualidade diferenciada a nossos Clientes;
• Manter-se extremamente bem informado sobre o que está acontecendo no mundo, no mercado e com os nossos concorrentes;
• Aprender a “ouvir”, a “ler” e a “entender” o que a vida nos diz e o mundo nos mostra;
• Adotar uma postura de “eterno aprendiz”, tendo o treinamento, o aperfeiçoamento e o autodesenvolvimento como pré-requisitos para a execução do trabalho;
• Aproximar-se mais das pessoas, da família, da comunidade, desenvolvendo uma consciência cidadã;
• Valorizar cada conquista, cada vitória, ainda que pequena, e fazer do reconhecimento das pequenas vitórias das pessoas que nos rodeiam uma prática constante;
• Deixar de “terceirizar a culpa”. Passar a salientar e enaltecer aquilo que você tem de bom e ter a humildade de reconhecer as coisas em que você precisa se corrigir e se aperfeiçoar;
• Não ter medo de mudar, de ousar, de tentar, de arriscar, de criar, ou seja, de buscar sempre novas alternativas.

           Creia, não é fácil a vida de um agente de mudança. É infinitamente mais cômodo ficar na zona de conforto e ter uma postura apenas reativa. Toda mudança gera ansiedades e incertezas. Mas gera muito mais em quem fica apenas assistindo passivamente aos acontecimentos, sem se informar, sem participar, sem interagir.
           Agentes de mudança são, geralmente, taxados de sonhadores, rebeldes, revolucionários e até de loucos. Mas todas as mudanças do mundo, todas as grandes conquistas e invenções nasceram do sonho e da imaginação de alguém. Como diz o publicitário Nizan Guanaes: “Tudo o que fica pronto na vida foi construído antes, na alma”.
           Nem todos os empreendedores entraram, entram, ou entrarão para a história, mas o importante não é isto. O importante é a sua própria história. O importante é você viver uma vida mais rica, mais produtiva e ajudar a fazer do mundo um lugar melhor para se viver. Ainda que aos poucos, ainda que com pequenas mudanças. O sabor do sucesso não está no destino e sim na trajetória.
           Assim, seja com um simples aperfeiçoamento de processos produtivos, seja no estreitamento das relações com seus Clientes e com a comunidade; seja com atitudes que venham a ajudar na preservação do meio ambiente, seja com ações em favor da inclusão social, faça de “seu ovo frito” um prato muito mais gostoso.
           E então, qual o sabor do seu ovo frito ?. Boa “refeição” !

 

João Carlos Boiczuk Rego - é consultor, palestrante, conferencista, facilitador de treinamentos e idealizador da comemoração do DIA DO CLIENTE
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