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Uma “janela” para a experiência ! 
(por João Carlos Rego)

           Até onde eu sei, Bill Gates não poderia ser um instrutor/facilitador de muitas de nossas entidades e empresas que atuam em treinamento: ele não tem a formação superior completa exigida.
           No entanto, criou um sistema operacional para computadores que o transformou no homem mais rico do planeta. E ele vive dando conferências nas principais empresas, entidades e universidades do mundo.
           Certo, esse exemplo do Bill Gates é um exagero, concordo. Mas também afirmo que formação superior não é, em si mesma, sinônimo de competência e experiência. Quantos detentores de canudo você conhece que nunca exerceram a profissão ? E quantos você conhece que são incompetentes ? Você compraria um apartamento do engenheiro Sérgio Naya ?
           E quantos excelentes profissionais você conhece, experientes, capazes, com grande facilidade de comunicação, que poderiam ser ótimos instrutores dentro de suas respectivas áreas de atuação e, no entanto, não possuem formação acadêmica completa ?
           Aliás, os currículos de nossas universidades vêm sendo contestados, uma vez que apresentam conteúdo insuficiente para que os profissionais formados enfrentem o novo mercado de trabalho. Tanto é assim, que, a cada dia que passa, surgem mais “universidades corporativas”, como as da Brahma, Grupo Accor, Bank Boston, Mc Donald´s. Atacado Martins, etc..., que procuram suprir seus profissionais de conhecimento e ferramentas práticas para a execução de suas tarefas.
           Qual a universidade ensina qualificação de atendimento ao cliente, uso adequado de técnicas de vendas, motivação e empregabilidade, por exemplo ? Que curso fornece informações equivalentes a uma experiência de anos nessas áreas ? Repare as falhas primárias de atendimento cometidas pelos atendentes nas próprias faculdades, normalmente estudantes recrutados na própria instituição. Mas a universidade não deveria ser um centro de excelência, uma vez que forma os profissionais do futuro ?
           Nosso País precisa muito de treinamento, de qualificação, de requalificação profissional. Aliás, nunca se falou tanto nisso como agora.
           Paradoxalmente, milhares de excelentes profissionais, que muito poderiam contribuir para esses cursos de aperfeiçoamento com seu talento, sua vocação, sua experiência, suas habilidades, sua comunicação , são alijados desse mercado pelo simples fato de não possuírem formação acadêmica completa. E até a falta de poder empreender essas habilidades e, com elas, auferir renda é, muitas vezes, o fator impeditivo para a conclusão do curso superior.
           Sendo assim, não seria a hora dessas empresas e entidades reverem a obrigatoriedade de formação superior “completa” para seus instrutores/facilitadores ? Não seria a hora de dar uma oportunidade a excelentes profissionais disponíveis no mercado, que muito poderiam contribuir para o desenvolvimento de nossas micro e pequenas empresas ? Por que não testá-los ?
           Quantos e quantos profissionais, por uma série de motivos, não concluíram ainda um curso superior, mas se mantém atualizados, dentro de suas respectivas áreas, através da participação em cursos, palestras, seminários, literatura especializada, pesquisas na Internet e freqüentando uma faculdade ? Será que suas experiências e competências não agregariam valor aos treinamentos disponibilizados ?
           No entanto, a norma é clara: exige-se formação superior completa. Ora, se a experiência e vivência desses profissionais iria agregar valor, mude-se a norma. Vivemos uma época de mudanças; as mais velozes da história. Submetam-se esses profissionais a testes de avaliação e, uma vez aprovados, dê-lhes uma chance de demonstrar sua capacidade e auxiliar no desenvolvimento de nossas empresas.
           Devido à atual realidade do mercado de trabalho, (downsizings, reengenharias, programas de demissão voluntária, fusões, privatizações, etc) existem excelentes profissionais disponíveis em busca dessa oportunidade. Por que não aproveitá-los em sala de aula, auxiliando na formação de nossos empreendedores, de nossos profissionais ?
           Ou será que nosso País é tão rico e desenvolvido que pode prescindir disso ? Quem sabe não existe algum “Bill Gates, em treinamento” precisando apenas de uma “janela” para mostrar o seu valor ?

 

João Carlos Boiczuk Rego - é consultor, palestrante, conferencista, facilitador de treinamentos e idealizador da comemoração do DIA DO CLIENTE
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